SINOPSE:
“O filme começa com um orador espartano a contar a vida do jovem rei Leônidas I, revelando também o rigor e a disciplina a que foi
submetido durante a sua infância. Aos sete anos, é tirado da sua mãe
para iniciar o agogê - um período de privações a que todos os cidadãos de
Esparta são submetidos.
Passados trinta anos, o orador conta que um mensageiro persa chega a Esparta e comunica-lhe o desejo de Xerxes I em dominar a região - através de um pedido
aparentemente inocente de "terra e água". Leônidas, ofendido com tal mensagem, mata
toda a comitiva persa e decide começar uma guerra com Xerxes. Como Esparta
estava a celebrar a festa religiosa da Carneia, Leônidas não poderia entrar em guerra, então ele pega
300 homens de sua guarda pessoal e diz que vai dar um passeio - e marcha ao
encontro dos invasores persas.”
Um ótimo filme: assim
que defino 300, um filme épico, que nos diverte, entretém e nos enche os olhos,
um primoroso trabalho de Zack Snyder que soube, como ninguém, adaptar a
graphic novel, 300 de Esparta de Frank Miller.
O primeiro ponto deste
filme são seus cenários digitais 3D magníficos, Uma Esparta rodeada por uma imponente
cadeia de montanhas e banhada por um mar dourado de trigo, as termópilas, com
seus rochedos enormes, um mar bravio e um grande penhasco, certamente um belo
cenário, muito bem feito e trabalhado, os tons de dourado aparecem muito no
filme, mas há exceções, como a noite de lua nova no templo do oráculo, ou da
tempestade nas termópilas, mas na maioria do tempo passa uma idéia de desertos
quentes e áridos.
Outro ponto magnífico,
são as espetaculares seqüências de batalhas, uma mais bela e sangrenta que a
outra, uma mistura de câmera lenta com aceleração, nos dá mais tempo para
observar os movimentos e os ataques, as batalhas são sempre recheadas de sangue
e mutilações, uma brutalidade apreciada por todos, típica dos “machões”
espartanos.
A trilha sonora também tem
seu destaque, nos momentos épicos, uma musica épica, nos momentos de ação um
bom rock, e em alguns momentos, não há trilha sonora, dando a entender nos
momentos mais tensos.
Os atores fizeram um ótimo trabalho, O rei de
Esparta: Leônidas (Gerard Butler) uma mistura
de Mister Universo, Chuck Norris e Hercules, um homem preocupado com seu povo e
sua liberdade, A rainha de Esparta (Lena Headey) uma mulher decidida, sábia, poderosa e sublime,
tem uma grande tarefa no filme: ajudar seu esposo. E nosso
Brasileiro Rodrigo Santoro (Xerxes) o rei da Pérsia, com seu jeito... Digamos
assim... “Afeminado” apesar da voz grossa e do grande tamanho, um rei ambicioso
e cruel, executando seus próprios generais apenas por que perderam uma batalha.
Não podemos esquecer os soldados espartanos, sempre másculos, parecem mais
lutadores de MMA com seus corpos estruturais e fortes, parecem que dizem a todo
o momento “Aqui só tem Macho!” sempre leais a causa e a seu rei, vivem para
morrer em batalha, eles não tem medo, apenas esperam seus momentos de “gloria”
que é a morte, gostam tanto de lutar, que durante o filme, os soldados fazem
piadas sobre a guerra e a morte, mostrando que não a temem, é como uma grande
brincadeira.
Os
figurinos do Filme não batem com os fatos históricos, mas se forem vistos sem
mencionar a historia, diria que são perfeitos, Os espartanos, tanto cidadãos
como guerreiros são bem definidos em termos de roupas, os exércitos de Xerxes também
são bem vestidos, a maquiagem dos atores também está impecável, tanto nos
ferimentos, como a sujeira e o suor são bem reais.
Zack
Snyder soube dirigir esse filme com maestria, possui um ritmo rápido e fluente,
tanto que logo o tempo passa e nem percebemos, tamanha maestria na direção. A historia
toma momentos imprevisíveis que nos prende ainda mais ao filme, apesar da
loucura que os espartanos fazem por lutar, diria que os personagens são bem construídos,
e definidos, sem repetições.
Mas
como sempre, bons filmes de ação não se baseiam somente em lutas e em sangue,
em 300 a rainha de Esparta luta para convencer o conselho da cidade a mandar
reforços para seu marido, e a intriga política do filme se baseia aí.
Mas
a parte mais emocionante do filme se encontra no final, com um dilema de Leônidas,
a qual deve tomar uma decisão e é nessa hora que o filme realmente prende a nossa
atenção, não vemos nada a não ser aquilo que está na tela, um momento critico,
eu, quando assisti a essa parte, quase quebrei e arranquei o braço do sofá em
que me apoiava, quando pensei que algo iria acontecer, fiquei tipo assim “Quê? Mas...
não era pra ser assim” e há uma reviravolta incrível, uma jogada de mestre e
genial, com uma bela desculpa tudo muda, a aí vem a parte tensa e emocionante,
a garra e a vontade de vencer sobrepõem tudo, e mesmo morrendo não há
sinal de desistência, e numa gloriosa seqüência final, um rei levanta-se
moribundo e lembra-se de sua rainha e que não teve a chance de dizer o que
sentia antes e nesse momento pronúncia a frase que mais me marcou em todo o
filme: “MINHA RAINHA... MINHA ESPOSA... MEU AMOR” esse é o ponto alto do filme.
Quando parece que tudo acabou na miséria, os esforços da rainha mostraram-se
eficazes com uma pequena ajuda, fazem com que a derrota dos 300 não fora em
vão, e numa cena final vemos que o sacrifício inspirou milhares de guerreiros a
luta pela... Liberdade.

