quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Resenha Filme: 300


SINOPSE:
“O filme começa com um orador espartano a contar a vida do jovem rei Leônidas I, revelando também o rigor e a disciplina a que foi submetido durante a sua infância. Aos sete anos, é tirado da sua mãe para iniciar o agogê - um período de privações a que todos os cidadãos de Esparta são submetidos.
Passados trinta anos, o orador conta que um mensageiro persa chega a Esparta e comunica-lhe o desejo de Xerxes I em dominar a região - através de um pedido aparentemente inocente de "terra e água". Leônidas, ofendido com tal mensagem, mata toda a comitiva persa e decide começar uma guerra com Xerxes. Como Esparta estava a celebrar a festa religiosa da Carneia, Leônidas não poderia entrar em guerra, então ele pega 300 homens de sua guarda pessoal e diz que vai dar um passeio - e marcha ao encontro dos invasores persas.”
Um ótimo filme: assim que defino 300, um filme épico, que nos diverte, entretém e nos enche os olhos, um primoroso trabalho de Zack Snyder que soube, como ninguém, adaptar a graphic novel, 300 de Esparta de Frank Miller.
O primeiro ponto deste filme são seus cenários digitais 3D magníficos, Uma Esparta rodeada por uma imponente cadeia de montanhas e banhada por um mar dourado de trigo, as termópilas, com seus rochedos enormes, um mar bravio e um grande penhasco, certamente um belo cenário, muito bem feito e trabalhado, os tons de dourado aparecem muito no filme, mas há exceções, como a noite de lua nova no templo do oráculo, ou da tempestade nas termópilas, mas na maioria do tempo passa uma idéia de desertos quentes e áridos.
Outro ponto magnífico, são as espetaculares seqüências de batalhas, uma mais bela e sangrenta que a outra, uma mistura de câmera lenta com aceleração, nos dá mais tempo para observar os movimentos e os ataques, as batalhas são sempre recheadas de sangue e mutilações, uma brutalidade apreciada por todos, típica dos “machões” espartanos.
A trilha sonora também tem seu destaque, nos momentos épicos, uma musica épica, nos momentos de ação um bom rock, e em alguns momentos, não há trilha sonora, dando a entender nos momentos mais tensos.
Os atores fizeram um ótimo trabalho, O rei de Esparta: Leônidas (Gerard Butler­­­­) uma mistura de Mister Universo, Chuck Norris e Hercules, um homem preocupado com seu povo e sua liberdade, A rainha de Esparta (Lena Headey) uma mulher decidida, sábia, poderosa e sublime, tem uma grande tarefa no filme: ajudar seu esposo. E nosso Brasileiro Rodrigo Santoro (Xerxes) o rei da Pérsia, com seu jeito... Digamos assim... “Afeminado” apesar da voz grossa e do grande tamanho, um rei ambicioso e cruel, executando seus próprios generais apenas por que perderam uma batalha. Não podemos esquecer os soldados espartanos, sempre másculos, parecem mais lutadores de MMA com seus corpos estruturais e fortes, parecem que dizem a todo o momento “Aqui só tem Macho!” sempre leais a causa e a seu rei, vivem para morrer em batalha, eles não tem medo, apenas esperam seus momentos de “gloria” que é a morte, gostam tanto de lutar, que durante o filme, os soldados fazem piadas sobre a guerra e a morte, mostrando que não a temem, é como uma grande brincadeira.
Os figurinos do Filme não batem com os fatos históricos, mas se forem vistos sem mencionar a historia, diria que são perfeitos, Os espartanos, tanto cidadãos como guerreiros são bem definidos em termos de roupas, os exércitos de Xerxes também são bem vestidos, a maquiagem dos atores também está impecável, tanto nos ferimentos, como a sujeira e o suor são bem reais.
Zack Snyder soube dirigir esse filme com maestria, possui um ritmo rápido e fluente, tanto que logo o tempo passa e nem percebemos, tamanha maestria na direção. A historia toma momentos imprevisíveis que nos prende ainda mais ao filme, apesar da loucura que os espartanos fazem por lutar, diria que os personagens são bem construídos, e definidos, sem repetições.
Mas como sempre, bons filmes de ação não se baseiam somente em lutas e em sangue, em 300 a rainha de Esparta luta para convencer o conselho da cidade a mandar reforços para seu marido, e a intriga política do filme se baseia aí.

Mas a parte mais emocionante do filme se encontra no final, com um dilema de Leônidas, a qual deve tomar uma decisão e é nessa hora que o filme realmente prende a nossa atenção, não vemos nada a não ser aquilo que está na tela, um momento critico, eu, quando assisti a essa parte, quase quebrei e arranquei o braço do sofá em que me apoiava, quando pensei que algo iria acontecer, fiquei tipo assim “Quê? Mas... não era pra ser assim” e há uma reviravolta incrível, uma jogada de mestre e genial, com uma bela desculpa tudo muda, a aí vem a parte tensa e emocionante, a garra e a vontade de vencer sobrepõem tudo, e mesmo morrendo não há sinal de desistência, e numa gloriosa seqüência final, um rei levanta-se moribundo e lembra-se de sua rainha e que não teve a chance de dizer o que sentia antes e nesse momento pronúncia a frase que mais me marcou em todo o filme: “MINHA RAINHA... MINHA ESPOSA... MEU AMOR” esse é o ponto alto do filme. Quando parece que tudo acabou na miséria, os esforços da rainha mostraram-se eficazes com uma pequena ajuda, fazem com que a derrota dos 300 não fora em vão, e numa cena final vemos que o sacrifício inspirou milhares de guerreiros a luta pela... Liberdade.

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